Saúde da Mulher.

08/03/2012 - 10:30 hs às 12:00 hs

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Localidade: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Coordenador(a): Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine.

Palestrante: Dra. Tania Lago

Profa. Assistente do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo , Dra. Adriana Bittencourt Campaner - Doutora pela FCMSCSP, Médica Assistente do Departamento de Ginecologia da ISCMSP e Chefe do Setor de Patologia do Trato Genital Inferior.

1) A Dra. Tânia Lago inicia sua preleção, agradece o convite para participar do EducaSUS, faz um breve resumo do tema em pauta e lembra que nesta data comemora-se o Dia internacional da Mulher.

2) A Dra. Tânia diz que até o início dos anos 80, no Brasil e também no Estado de São Paulo, não se falava em Saúde da Mulher, do ponto de vista do Setor Público, o que se oferecia à mulher era assistência com foco na maternidade. Somente após manifestações realizadas nos anos 80 iniciou-se a assistência à Saúde Integral da Mulher, incluindo a saúde reprodutiva e, atualmente, à reconcentração na maternidade.

3) A Dra. Tânia apresenta um gráfico, explica e exemplifica a Razão de Mortalidade Materna, no período de 1980 a 2009, publicado pelo Jornal Estado de São Paulo, e diz que estes dados referem-se às causas de morte registradas nas declarações de óbito. Em 2009, o número de óbitos cresceu consideravelmente, em virtude da epidemia da gripe H1N1, o que poderia ter sido evitado, segundo pesquisas realizadas em outros países. A Dra. Tânia relaciona e explica as principais causas de morte materna, segundo o Departamento Regional de Saúde, ESP, em 2008 e 2009.

4) A Dra. Tânia apresenta um gráfico sobre a Taxa de fecundidade por idade e taxa de fecundidade total, explica que as mulheres estão ficando grávidas um número menor de vezes ao longo da vida reprodutiva. No entanto, a cada vez que elas engravidam, estão submetidas ao mesmo risco de mortalidade materna que existia há 20 anos atrás, ou seja, a qualidade da assistência obstétrica que o sistema de oferece tem que ser aperfeiçoado. Ressalta que o número de adolescentes grávidas não diminui e diz que, em contra partida, houve um aumento no acesso de métodos contraceptivos por mulher que não desejam engravidar, diminuição dos números de esterilização e aumento do uso da camisinha, que previne também as doenças sexualmente transmissíveis e a AIDS.

5) A Dra. Tânia apresenta um gráfico de Porcentagem de nascimentos ocorridos nos 05 anos anteriores e diz que os dados apontam para uma alta prevalência de concepção por parte das mulheres. No entanto, elas ainda apresentam dificuldades em fazer a contracepção de modo consistente, contínuo e eficaz. Sugere que os métodos utilizados sejam mais fáceis e adequados a cada mulher, no intuito de reduzir o numero de gravidez não planejada para “aquele” momento. Para concluir, diz que o serviço de assistência à saúde da mulher melhorou muito, mas que ainda há muitas pendências e passa a palavras à Dra. Adriana.

6) A Dra. Adriana faz um breve resumo sobre as causas do câncer de colo uterino e diz que na grande maioria das vezes, está relacionado à infecção pelo HPV. Apresenta o HPV, explica os tipos mais frequentes, suas características, as formas de transmissão e o grupo de alto risco. Ressalta que é um problema de Saúde Pública, mas diz que não tem não apresenta um comprometimento na saúde.

7) A Dra. Adriana apresenta um gráfico de risco de câncer do colo do útero invasivo por tipo de HPV, diz que em cada 100 mulheres com HPV de alto risco, apenas uma delas tem a chance de desenvolver o câncer, a partir da existência de cofatores que colaborem para a evolução. Ressalta que muitos casos de lesão por HPAV são assintomáticas, explica as formas de infecção pelo HPV: infeção latente; verrugas genitais; neoplasia intraepitelial (pré-câncer) e câncer invasor e diz que o médico trata a lesão e que para a destruição viral é necessária imunidade eficiente.

8) A Dra. Adriana diz que o ideal para a prevenção do câncer cervical é a detecção de formas pré-invasivas através do rastreamento, diagnóstico e tratamento. Ressalta a importância da realização do exame de Citologia Cervical, Papanicolau, e apresenta as recomendações do INCA/2011 para realização do referido exame; iniciar a coleta aos 25 anos; após 03 coletas normais, coletar a cada 03 anos, não coletar em virgens; não coleta em histerectomizadas por doença benigna e maiores de 64 anos após 03 coletas normais. Para os casos que apresentarem alterações, há recomendação de realizar a Colposcopia e dependendo da alteração a Conização.

9) Para finalizar sua apresentação a Dra. Adriana cita e explica as formas de prevenção primária do HPV, com hábitos sexuais, uso de preservativos e a vacina anti-HPV, que ainda não está disponível na rede pública. 10) A Sra. Tatiana, FEHOSP, tomou a palavra, agradeceu a brilhante apresentação e passa às entidades participantes, as quais fizeram comentários, questionamentos e debateram sobre o tema, tendo obtido respostas pertinentes das Dras. Tania e Adriana. O debate e mais detalhes sobre o tema podem ser acompanhados pelo vídeo do evento disponível na página do projeto EducaSUS www.educasus.com.br. A Sra. Tatiana agradeceu a presença de todos e encerrou a sessão.

Participantes na TAISEI:
– Tatiana Viesseli – Analista Técnica – FEHOSP.
– Leonice Oliveira – Analista Técnica – FEHOSP.

Entidades participantes:

– FEHOSP, Irmandade da Santa Casa de Adamantina, Fusam, Irmandade da Santa Casa de Jaú, Irmandade da Santa Casa de Lorena, Irmandade da Santa Casa de Buritama, Irmandade da Santa Casa de Itapeva, Irmandade da Santa Casa de Mogi Mirim, Irmandade da Santa Casa de Santos, Irmandade da Santa Casa de Votuporanga e Irmandade da Santa Casa de São Roque.

Participantes:

Não informado.

Sem apresentação de powerpoint