Principais Tipos de Lesões e Tecnologia em Cobertura de Feridas.

13/05/2009 - 11:00 hs às 12:00 hs

344 Visualizações

Localidade: Santa Casa de Misericórdia de Votuporanga

Coordenador(a): Rejane Tonanni.

Palestrante: Vera Leiko Ito Abe

Vera Leiko Ito Abe - Gerente de Enfermagem da Santa Casa de Votuporanga e Especialista em Dermatologia.

Palestrantes convidados:
Enfa. Clarissa Albuquerque Vaz – Enfermeira da Santa Casa de Votuporanga e Especialista em Dermatologia.
Enfa. Fernanda Vasconcelos Savatin – Enfermeira da Santa Casa de Votuporanga e Especialista em Oncologia.
Atílio Pozzobom Neto – Cirurgião Vascular da Santa Casa de Votuporanga.

1) O Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine iniciou a videoconferência ressaltando qual o tema seria apresentado pela equipe de Enfermagem da Santa Casa de Votuporanga (Dra. Vera Leiko Ito Abe, Clarissa Albuquerque Vaz e Fernanda Vasconcelos Savatin): “Principais tipos de Lesões e Tecnologia em Cobertura de Feridas”. Comunicou ainda, que este Projeto, seria conduzido também com outros temas pelas entidades participantes e, segundo a Sra. Fátima da FEHOSP, o PROJETO EDUCASUS também seria expandido para mais sete Santas Casas pelo interior de São Paulo, criando, assim, uma rede e infra-estrutura. Disse que já estão conversando com todos da equipe técnica, a respeito da ampliação deste projeto. Passou, então, a palavra para Dra. Vera Leiko Ito Abe (Gerente de Enfermagem da Santa Casa de Votuporanga) para dar início à apresentação;

2) A Dra. Vera Leiko Ito Abe iniciou sua apresentação cumprimentando a todos. Disse que iria passar sua experiência com o Grupo de Curativos da Santa Casa de Votuporanga, apresentando um estudo de Caso Clínico de uma lesão traumática de um caso da Ortopedia e Vascular. Apresentou a enfermeira Clarissa Albuquerque Vaz, especialista em Dermatologia, que faz parte do Grupo de curativos, além de ser Coordenadora de Atenção Domiciliar da Santa Casa de Votuporanga, e a Enfermeira Fernanda Vasconcelos Savatin, especialista em Oncologia e Coordenadora da sala de Curativos. Ressaltou que montaram esta equipe devido ao grande número de lesões que há dentro da Instituição. Acrescentou também que o paciente teria uma internação prolongada e que gostariam de fazer um tratamento que fosse eficaz para que ele tivesse uma desinternação precoce, evitando, assim, reinternações. Hoje, comentou que o grupo é bastante atuante e que estão com cerca de 500 Atendimentos no Ambulatório e, também, a domicílio;

3) Dra. Vera Leiko passou a palavra para a enfermeira Clarissa Albuquerque Vaz, a qual iria apresentar o Caso Clínico – JB: Sexo masculino, 28 anos de idade, o qual sofreu um acidente em seu próprio sítio com uma máquina de moer cana. O paciente ficou sem socorro médico durante um período de oito horas. Deu entrada no Pronto Socorro da Santa Casa de Votuporanga e logo foi solicitado acompanhamento de Cirurgia Vascular e Ortopedia. Foi submetido a uma amputação do terço inferior do membro superior direito. Ficou internado por um período de 42 dias. Teve acompanhamento da Nefrologia e da Clínica, pois desenvolveu uma insuficiência renal aguda, e teve de ser submetido à hemodiálise durante 35 dias;

4) Logo após a Cirurgia, foi solicitado acompanhamento do Grupo de Curativos do hospital, quando foram estabelecidos os seguintes critérios adotados pela equipe para o tratamento de lesões: Avaliaram a causa e etiologia; Os tecidos presentes; Os exsudatos; A limpeza, pois, seguiram sua conduta e iniciaram o tratamento, comentou a enfermeira Clarissa Albuquerque Vaz. Dando continuidade ao Caso Clínico, a enfermeira Clarissa ressaltou que este é um caso com uma lesão extensa, com exposição óssea. Na primeira foto, observa-se a existência de uma grande quantidade de tecido desvitalizado e de tecido de granulação também, muito exsudativa;

5) TRATAMENTO ESPECIALIZADO DE LESÕES: Iniciaram o tratamento com Hidrogel (gel à base de água, com agionato de cálcio), pois ele promove uma umidade adequada com a lesão, com o intuito de limpar a ferida e deixar somente o tecido de granulação. A enfermeira Clarissa frisou ainda, que todo o tratamento hospitalar foi feito com hidrogel. O curativo era trocado duas vezes ao dia. Durante a internação, conseguiram obter bons resultados e ficaram apenas com o tecido de granulação. Comentou sobre as fotos com um mês de tratamento. Quando o paciente recebeu alta, ele foi encaminhado para o tratamento do Grupo de Curativos da entidade. Optaram por associar o hidrogel a uma tela não aderente, que é uma malha de acetato de celulose impregnada com uma emulsão de petrolato. Esta promove uma proteção para a lesão e aos traumas. Portanto, o hidrogel junto à tela aderente permaneceu, no total, por um período de dois meses. Após este tratamento, optaram por mudar para um curativo de alta absorção, devido ao exsudato, que era abundante. Assim, iniciaram o tratamento com carvão ativado e com prata (que é uma almofadinha de não tecido e que, internamente, tem carvão ativado e impregnado com prata). Explicou também que, devido à lesão extensa e exsudativa, iniciaram o tratamento com carvão ativado, o qual permaneceu durante dois meses e que era trocado duas vezes por semana e, posteriormente, uma vez por semana. O resultado foi positivo, pois a lesão diminuiu bastante e, neste processo, optaram por retirar o carvão ativado, porque já não existia um exsudato abundante. Passaram, então, a utilizar placa de hidrocolóide;

6) Objetivo Principal do Tratamento: “É obter um tratamento racional e individualizado, ao mais baixo custo possível, e a cura no menor período de tempo. Para isto, utilizamos o que há de mais atual em “Curativos” para oferecer maior conforto, menor número de trocas, menor sofrimento e o controle mais rápido da cicatrização das feridas”, frisou a enfermeira Clarissa. Comentou ainda que, utilizando todos estes produtos, eles conseguiram atingir o resultado desejado: a cicatrização da ferida em cinco meses; uma lesão extensa de difícil tratamento. Ressaltaram também, que o fator humano é o diferencial em todas as profissões, uma vez que os processos podem ser copiados e a tecnologia pode ser comprada. O fator estratégico que diferencia e garante a competitividade no mercado ainda são as pessoas, concluiu a Enfermeira Clarissa Albuquerque Vaz;

7) Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine (Coordenador de Ensino à Distância de Telemedicina da FCMSCSP) tomou a palavra e fez a seguinte pergunta: “Paciente com curativo extenso, frequente de internação prolongada dentro de um hospital. Quanto custa, em valor, agregar as novas tecnologias para o tratamento e quanto estes pacientes serão beneficiados e hospitais também, no sentido da diminuição de tempo de internação, e do custo total do tempo de internação?” A Enfermeira Clarissa Albuquerque Vaz respondeu que já fizeram este relatório e conseguiram provar para o Administrador do Hospital que é um tratamento diferenciado, com estes produtos caros, porém, promovem uma cicatrização mais rápida e estão há um ano e meio conseguindo bons resultados com profissionais que têm conhecimento e que sabem usar estes produtos. “Nós conseguimos diminuir bastante o custo e o tempo de internação e cicatrização de feridas em relatórios comprovados”, frisou a Enfermeira Clarissa. Dr. Sadao passou a palavra para as entidades participantes, as quais fizeram seus comentários, questionamentos e debateram sobre o tema, tendo obtido respostas muito pertinentes da equipe de enfermagem da Santa Casa de Votuporanga: Dra. Vera Leiko Ito Abe (Gerente de Enfermagem da Santa Casa de Votuporanga e Especialista em Dermatologia); Clarissa Albuquerque Vaz (Enfermeira da Santa Casa de Votuporanga e Especialista em Dermatologia); e Fernanda Vasconcelos Savatin (Enfermeira da Santa Casa de Votuporanga e Especialista em Oncologia). O debate poderá ser melhor acompanhado através do vídeo do evento que se encontra na página do projeto EDUCASUS www.educasus.org.br. Dr. Sadao agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a sessão.

Entidades participantes:

SANTA CASA DE MIS. DE ITAPEVA (Lucila Murat, Chefe de Enfermagem da entidade, representando Dr. Gilberto Luiz Castro Vinhas, Cardiologista); IRM DA SANTA CASA DE MIS DE LORENA (Nadia Gizele Oliveira, Enfermeira Supervisora da entidade, representando Dr. José Waldyr Fleury de Azevedo, Pediatra, Coord. Científico da entidade); IRM DA SANTA CASA DE MIS DE MARÍLIA (Marisa Regina Stadiotto, Chefe de Enfermagem da entidade, representando Dr. Rubens Tofano de Barros, Cirurgião Cardiovascular, Coord. Cientifico da entidade); IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE PIRACICABA (Mariangela Pimentel Ferreira Barbosa, Técnica de Enfermagem da entidade, e Sr. Othoniel Roberto Cavion, Coord. Administrativo da entidade, representando Dr. Walter Alonso Chécoli, Coord. Científico, Cardiologista); IRM DA SANTA CASA DE MIS DE SOROCABA (Célia Mariza Mendonça Fekete, Coord. Geral de Enfermagem da entidade e Dr. Aristides Camargo, Coord. Científico da entidade); IRM DA SANTA CASA DE MIS DE VOTUPORANGA (Vera Leiko Ito Abe, Gerente de Enfermagem da entidade, representando Dr. João Paulo de Lima Pedroso, especialista em cirurgia torácica, Coord. Científico da entidade); FEHOSP – não linkado (Maria Fátima da Conceição, Gerente Técnica); HOSPITAL SÄO LUIZ GONZAGA (Dr. André Ramos Neto, Ginecologista, Coord. Científico da entidade e equipe) e HOSPITAL GERAL DE GUARULHOS (não linkado).

Participantes:

Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine (Coordenador de Ensino à Distância de Telemedicina da FCMSCSP).

Sem apresentação de powerpoint