Sistema de Avaliação dos Hospitais de Ensino.

08/07/2009 - 11:00 hs às 12:00 hs

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Localidade: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Coordenador(a): Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine.

Palestrante: Dr. Olímpio José Nogueira Viana Bittar

Assessor de Gabinete para Assuntos Relacionados a Hospitais de Ensino e Professor Doutor com Livre Docência em Saúde Pública.

1) O Dr. Olímpio José Nogueira Viana Bittar iniciou a videoconferência agradecendo pelo convite e dizendo que o projeto é uma bela iniciativa e de grande importância. Lembrou que, desde 2004, vem trabalhando com hospitais de ensino no Estado de São Paulo, data em que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação mudam o processo de certificação desses hospitais;

2) Dr. Olímpio conta que, após os hospitais serem certificados, eles passavam automaticamente a um processo de contratualização. Contratualizados, esses hospitais são seguidos periodicamente, ou pela Secretaria Estadual de Saúde, ou pela Secretaria Municipal de Saúde, dependendo do tipo de gestão a que estão ligados;

3) Dr. Olímpio apresentou, como exemplo, a Rede Hospitalar no Estado de São Paulo. O Estado tem em torno de 614 hospitais contratados ou conveniados com a secretaria e com o SUS de São Paulo. Desses 614, 167 são hospitais de pequeno porte; 184 são hospitais de médio porte; e 105 são hospitais de grande porte. Há 37 hospitais de ensino, sendo 5 de médio porte e 32 de grande porte. Os hospitais de ensino dividem-se em: HE vinculados a universidades (8); HE especializados (9); HE vinculados a faculdades (15); HE convênio faculdades (5). Há ainda dois hospitais que estão recebendo certificação esse ano;

4) Dr. Olímpio falou sobre a produção desses hospitais na área de Ambulatório e Emergência, e na área Complementar de Diagnóstico e Terapêutica, contando com 11% de toda a produção ambulatorial dentre os hospitais. Dr. Olímpio focou, então, na Internação Clínico Cirúrgica, dizendo que os hospitais-escola compõem 6% da Rede SUS e representam em torno de 21% dos leitos e 38% dos leitos UTI;

5) Dr. Olímpio mostrou o que tem sido feito de estudos com esses hospitais, como por exemplo: Em 2007, foi realizado um termo de cooperação com a Agência Nacional de Saúde Suplementar. Este termo de cooperação foi feito porque a maior parte desses hospitais (30 dos 37 HE) atendem também a Saúde Supletiva. Este foi desenvolvido como uma cópia do protocolo da AHRQ (Agency for Healthecare Research and Quality). Os indicadores trabalhados são: Indicadores de volume; taxa de mortalidade por procedimento; taxa de mortalidade por diagnóstico; e indicadores de utilização;

6) Outros indicadores analisados: Cirurgia cardiovascular infantil; taxa de mortalidade de 0 a 2 anos; terapia renal substitutiva – taxa de mortalidade; sobrevida (1º ano) em transplante – 2002 a 2008; taxa de infecção hospitalar. Dr. Olímpio mostrou a tela de cadastro de hospitais de ensino, a qual as entidades podem ter acesso e conhecer quais os dados que a secretaria trabalha;

7) Dr. Olímpio ressaltou que o SAHE (Sistema de Avaliação dos Hospitais de Ensino) traz dados da produção anual dos Hospitais de Ensino; indicadores de recursos humanos, através de planilhas mensais; distribuição percentual de funcionários por grandes áreas (infra estrutura, ambulatório / emergência, diagnóstico e terapêutica, internação clínico cirúrgica, ensino e pesquisa, extra-hospitalar, bioengenharia, gráfica e outras linhas de produção);

8) Dr. Olímpio concluiu sua apresentação dizendo que as entidades tem que cultivar e melhorar a cultura da informação, pois não há outra maneira de se melhorar os hospitais; até mesmo informações técnicas, administrativas e epidemiológicas. Também é preciso melhorar a comunicação entre todos, não somente entre médicos e enfermeiros;

9) Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine (Coordenador de Ensino à Distância de Telemedicina da FCMSCSP) tomou a palavra e passou para a Sra. Maria Fatima (Gerente Técnica da Fehosp) que fez a seguinte pergunta: “Gostaria que você falasse um pouco sobre a qualidade da informação e as coisas que chegam até você e o deixam preocupado.” Dr. Olímpio respondeu: “Você tem razão. As pessoas não se conscientizaram da importância da informação no dia a dia e do planejamento a longo prazo. Não se deve ter medo de mostrar essa informação. Alguém irá contestar e assim iremos melhorar.” Dr. Eduardo Sadao tomou a palavra novamente e fez algumas perguntas. Passou, então, a palavra às entidades participantes, as quais fizeram seus comentários, questionamentos e debateram sobre o tema, tendo obtido respostas muito pertinentes do Dr. Olímpio José Nogueira Viana Bittar. O debate poderá ser melhor acompanhado através do vídeo do evento que se encontra na página do projeto EDUCASUS www.educasus.org.br. Dr. Sadao agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a sessão.

Entidades participantes:

SANTA CASA DE MIS. DE ITAPEVA – não linkado; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE LORENA – não linkado; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE MARÍLIA (Sra. Marcia Ribeiro Motta); IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE PIRACICABA (Sr. Othoniel Roberto Cavion – Coordenador Administrativo da entidade); IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE SOROCABA (Dr. Aristides Camargo – Coord. Científico da entidade); IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE VOTUPORANGA (Funcionários representando Dr. João Paulo de Lima Pedroso – especialista em cirurgia torácica e Coord. Científico da entidade); FEHOSP (Maria Fátima da Conceição – Gerente Técnica); HOSPITAL SÄO LUIZ GONZAGA – não linkado; e HOSPITAL GERAL DE GUARULHOS – não linkado.

Participantes:

Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine (Coordenador de Ensino à Distância de Telemedicina da FCMSCSP);
Frederico, responsável pela UTI da Santa Casa de São Paulo;
Eliza Nabuco (Assessora da Diretoria Técnica da Santa Casa de São Paulo).

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