Dermatite Atópica e Psoríase na Infância.

09/11/2011 - 11:30 hs às 12:30 hs

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Localidade: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Coordenador(a): Dra. Flávia Jaqueline Almeida.

Palestrante: Dra. Silvia A. Soutto Mayor

Mestra em Clínica Médica pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Médica Assistente da Clínica de Dermatologia e Responsável pelo Setor de Dermatologia Pediátrica da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP).

1) Dra. Silvia iniciou a videoconferência agradecendo o convite por participar do projeto. Iniciou sua apresentação falando de dermatite atópica que é um quadro inflamatório crônico e é caracterizado por períodos de melhora e piora e a característica clinica principal são as lesões do tipo eczema. As lesões são eczematosas. e na eczema o sintoma principal é prurido e é o que mais incomoda a criança com dermatite atópica. Devemos lembrar que a presença da dermatite atópica vem aumentando nos últimos anos, principalmente nos países desenvolvidos. O quadro se inicia na infância e na grande maioria das vezes em crianças no primeiro ano de vida. A dermatite atópica causa um impacto social muito grande, altera o desenvolvimento da imagem da criança, altera o crescimento e alem disso priva alguns prazeres típicos da criança, por exemplo, esta criança será privada de brincar com bichos de pelúcias, entrar em contato com animais de estimação, etc. O quadro de dermatite atópica é dividido em três fases, fase infantil (considerada até o 2º ano de vida), fase pré-puberal (considerada a partir dos dois anos até os doze anos de idade) e a fase adulta (considerada a partir dos doze anos de idade). Destacou os aspectos característicos de cada fase, explicando-os em detalhes. O diagnóstico da dermatite atópica ainda é clinico, não existe um exame laboratorial ou mesmo uma biopsia de pele que seja critério ou padrão ouro para a dermatite atópica.

2) Dra. Silvia passou a falar dos critérios para o diagnóstico da dermatite atópica. Para isso existem dois padrões: Hanifin e Rajka e os critérios de Hanifin modificados por Williams. Explicou em detalhes a respeito. Então como conduzimos ou como conduzir um paciente atópico? Inicialmente começamos com uma anamnese bastante detalhada, precisamos estabelecer um vinculo com a família e quando possível também com o paciente para que tenhamos uma boa condução do quadro, sempre procurar estabelecer quais são os desencadeantes ou agravantes daquele eczema para aquela criança, esclarecer as duvidas, sempre indagar sobre a presença de outra forma de atopia concomitante, principalmente a asma, sempre procurar atender as expectativas da família e da criança quanto ao tratamento e a evolução. Passou a falar em seguida sobre as medidas de tratamento.

3) Dra. Silvia explicou os meios de combater o prurido, falou em detalhes a respeito. Apresentou algumas imagens de um paciente atópico que apresentava infecção secundaria, mostrou mais algumas, destacando o antes e o depois com o uso de antibiótico via oral. Então com relação a dermatite atópica nós devemos salientar que ainda para nós é um grande desafio,um desafio terapêutico, mais que um desafio diagnóstico. E devemos lembrar que não é uma simples conduta ou uma simples droga que vai melhorar a qualidade de vida do atópico e sim o conjunto de medidas e boa relação médica com o paciente.

4) Dra. Silvia deu inicio ao segundo tema, abordando Psoríase na Infância. É também uma dermatose crônica, de caráter inflamatório só que a apresentação clinica é um pouco diferente da atópica. O quadro em geral é eritamoto-descamativo. O acomentimento pode ser no couro cabeludo, nas unhas e também nas articulações. A causa da psoríase ainda é desconhecida, no geral ela tem um desenvolvimento mais tardio, começando pós adolescência ou na idade adulta, somente 2% dos casos de psoríase se iniciam antes do segundo ano de vida. Passou a falar do quadro clinico. Ressaltou que a diferença da psoríase na infância das lesões no adulto é que as lesões são mais finas. As formas clinicas mais comuns na infância são a Glutata e a psoríase em placas. As formas vistas no adulto são menos comuns na população pediátrica. Os diagnósticos diferenciais de psoríase na infância devem ser feitos na fase de lactente principalmente com a dermatite seborreica. Quando a dermatite acomete a área de fraldas devemos fazer um diagnóstico diferencial com a dermatite de contato da área de fraldas desencadeada pelo contato com a urina.

5) Dra. Flávia Jaqueline Almeida (Coordenadora do Curso de Educação Continuada – Excelência em Pediatria) tomou a palavra, fez alguns comentários e alguns questionamentos, tendo obtido respostas muito pertinentes da Dra. Silvia A. Soutto Mayor. O debate pode ser acompanhado pelo vídeo do evento disponível na página do projeto EDUCASUS: www.educasus.com.br. A Dra. Flávia agradeceu a presença de todos e encerrou a sessão.

Entidades participantes:

SANTA CASA DE ADAMANTINA, SANTA CASA DE ARAÇATUBA, FUSAM,SANTA CASA DE JAÚ, SANTA CASA DE MARÍLIA, SANTA CASA DE ITAPEVA, SANTA CASA DE MOGI MIRIM, SANTA CADA DE SANTOS, SANTA CASA DE VOTUPORANGA e FEHOSP.

Participantes:

Dra. Flávia Jaqueline Almeida (Coordenadora do Curso de Educação Continuada – Excelência em Pediatria).

Sem apresentação de powerpoint

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