Assistência ao Parto Normal.

16/02/2009 - 19:00 hs às 20:00 hs

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Localidade: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Coordenador(a): Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine.

Palestrante: Me. Silvia Regina Piza Ferreira Jorge

Responsável pelo Depto. Gestação de Baixo Risco da Santa Casa.

1) A Profa. Dra. Silvia Regina Piza inicia a videoconferência comentando sobre alguns tópicos sobre “Assistência ao parto normal”, julgando serem importantes para esta discussão, frisando que o parto para alguns é: “o momento mais marcante de todo período gestatório, é um processo doloroso, pessoal e intransferível a ser vivido”. J.H.Tedesco. Frisou também, que, além disso, o que se têm mais presenciado atualmente, é uma grande preocupação com as taxas de mortalidade materna, dizendo que desde a época de 1990 a 2000, existem várias reuniões de países no mundo todo para discutir sobre este assunto e tentar a redução em 50% das taxas de mortalidade materna em todo o mundo (OMS, 1987; UNICEF, 1990/2000), que é um pacto que a cada ano é renovado, inclusive, o Brasil faz parte. Então, em vistas a esta atenção, o Ministério da Saúde tem proposto algumas medidas de implementação com a “Assistência ao parto” que seriam: a Assistência Pré-natal que já foi discutida; atenção à gestante de alto risco; taxas de cesarianas; promoção do parto normal; implantando investimentos; divulgação de normas técnicas e humanizando o “Atendimento ao parto normal”, complementando que estas são as metas do Ministério da Saúde;

2) Segundo determinação do Ministério da Saúde, se tornou até lei que: “toda mulher tem direito a uma gravidez saudável e a um parto seguro” (Ministério da Saúde, 2003) e junto a isto, devemos acrescentar as medidas de humanização de “Assistência ao Parto”, comentou a Dra.Silvia;

3) Definição de Assistência ao Parto segundo a OMS: ”São práticas que visam à promoção do parto e nascimento saudáveis e prevenção da mortalidade materna, fetal e perinatal, com respeito ao processo fisiológico de cada nascimento e à vida humana”. Dra. Regina comentou também, que o objetivo do parto normal é que tanto a mãe, quanto a criança estejam saudáveis, com o menor nível de intervenção possível, porém, compatível com a segurança; “O que implica em dizer que deve existir uma razão válida para a interferência médica no processo fisiológico da parturição e que todas estas são determinações da OMS (Organização Mundial da Saúde)”, frisou a Dra. Silvia

4) Dra. Silvia Piza comentou também, qual padrão deve ser associado a todos estes dados em relação à Assistência ao Parto. Frisou que o fundamental é a avaliação do risco obstétrico e a evolução do trabalho de parto em si, pois, na verdade, “a avaliação do risco obstétrico é idealmente realizada no pré-natal, mas, que deve ser reavaliada quando esta paciente chega para a Assistência ao Parto”, pois, existem pacientes que não apresentaram o pré-natal antes do parto e que não fazem parte do acompanhamento médico na Santa Casa de São Paulo, mas que mesmo assim, têm que prestar Assistência ao parto.

5) Como analisar o parto neste contexto e quais os fatores de risco que envolve este nascimento? Comentou a Dra. Silvia que é importante dar apoio à gestante, parceiro e familiares durante o trabalho de parto, no momento do nascimento e no pós-parto, acompanhar a parturiente, o bem-estar fetal, avaliando fatores de risco precocemente e realizar intervenções (episiotomia, amniotomia) apenas quando necessárias, encaminhar a parturiente para nível de assistência mais complexo na presença de fatores de risco ou complicações. Lançou uma questão de quem deve realizar a Assistência ao parto e como se presta esta Assistência. O obstetra, generalista, enfermeira-parteira ou parteiras leigas? Frisou que quem faz hoje em dia é o médico obstetra, porém junto com a equipe multidisciplinar, frisou a Dra. Regina. Comenta-se muito quem vai dar Assistência ao parto normal, gestação de baixo-risco, e em que local este deve ocorrer.

6) “O potencial de ter um acompanhante no parto para prevenir a morbidade e a mortalidade materna deve ser explorada à medida que se torna uma realidade nos serviços do SUS, pois quando as mulheres têm um acompanhante ao seu lado, elas tendem a ser tratadas melhor. Relatos informais mostram que, em casos de near miss (mulheres que tiveram complicações graves e sobreviveram), o acompanhante teve um papel fundamental em reconhecer precocemente a deterioração rápida do estado de saúde da mulher após o parto”, comentou a Dra. Silvia

7) Com o apoio da Assistência ao Parto diminui a acorrência de: Uso de analgesia/anestesia durante o trabalho de parto, trabalho de parto prolongado, parto vaginal operatório, episiotomía Cesárea e materna severa pós-parto, comentou a Dra. Silvia;

8) Dra. Silvia alertou também sobre alguns cuidados que se deve ter no nascimento: posição da parturiente, cuidados com o períneo/episiotomia, uso profilático de ocitócitos; clampeamento do cordão; cuidados imediatos com rn e puérpera;

9) Dra. Silvia finalizou dizendo: que estes eram os tópicos principais que queria abordar sobre o tema proposto e deu por encerrada a apresentação onde Dr. Sadao tomou a palavra e abriu a sessão para discussão sobre o tema entre as entidades participantes e lançou uma pergunta para Dra. Silvia sobre Parto normal na primípera e multípera, quais as principais diferenças? Dra. Silvia respondeu: “Existem diferenças que são importantes em todos os períodos clínicos do parto” e destacou que no primeiro período, que é a dilatação, a primípera de trabalho de parto e a evolução é mais lenta do que á multípera e destacou também, que muitas pacientes já chegam com multíperas, com o colo dilatado entre outras diferenças, comentou a Dra. Silvia. Dr. Sadao fez outra pergunta: “Em relação ao parto normal na Santa Casa, qual o número de gestantes que chegam aqui e fizeram o seu pré-natal em relação as que chegam somente com o conhecimento do parto?” Dr. Silvia respondeu que chega em torno de 50% ou mais. Foram sendo esclarecidas dúvidas e conceitos a respeito do assunto, as quais foram sendo respondidas com muita precisão pela Dra. Silvia entre todas as entidades participantes. Todos poderão acompanhar melhor através do vídeo do evento que se encontra na página do projeto EDUCASUS www.educasus.org.br. Ao final, Dr. Sadao agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a sessão.

Entidades participantes:

SANTA CASA DE MIS. DE ITAPEVA (Dr. Gilberto Luiz Castro Vinhas-Cardiologista) ; IRM. DA SANTA CASA DE MIS DE LORENA (Dr. José Valdir Fleury de Azevedo – Coord. Cient.); IRM DA SANTA CASA DE MIS DE MARÍLIA (Dr. Rubens Tofano de Barros – Coord. Cient.); IRM DA SANTA CASA DE MIS DE PIRACICABA (Dr. Walter Alonso Chécoli; Coord.Científico, FUNDAÇÃO MATERNIDADE SINHA JUNQUEIRA (Ribeirão Preto – Ausente), devido a evento; IRM DA SANTA CASA DE MIS DE SOROCABA (Dr. Aristides Camargo – Coord. Cient. representado pelo Senhor Antonio José Duarte); IRM DA SANTA CASA DE MIS DE VOTUPORANGA (Dr. João Paulo de Lima Pedroso –Coord.Cient. , FEHOSP (Maria Fátima da Conceição-Gerente Técnica (férias), HOSPITAL SÄO LUIZ GONZAGA (férias) e HOSPITAL DE GUARULHOS (näo linkado).

Participantes:

Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine (Coordenador de Ensino à Distância de Telemedicina da FCMSCSP).

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