Agita São Paulo.

28/04/2010 - 08:30 hs às 10:00 hs

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Localidade: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Coordenador(a): Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine.

Palestrante: Profa. Rosângela Villa Marin

Professora Formada em Educação Física. Mestre em Ciências Endocrinológicas, Instrutora do CELAFISCS. Monitora do Agita São Paulo, Coordenadora do Programa de Reabilitação e Atividade Física direcionada ao Osteoporótico.

1) A profa. Rosangela Villa Marin iniciou a videoconferência agradecendo o convite por participar do projeto, lembrando que iria falar sobre o programa Agita São Paulo;

2) Profa. Rosangela enfatizou que para se falar de Agita São Paulo, deve-se primeiro abordar atividade física. Levando em consideração os conceitos básicos, atividade física, pode ser qualquer movimento que o corpo exerça que tenha gasto energético acima do basal para que tenhamos então uma contração muscular e com uma intensidade de leve a moderada na maior parte dos dias da semana. Essa é a definição de atividade física. No entanto as pessoas insistem em falar de qualidade de vida. Qualidade de vida é a percepção que o individuo tem diante da vida, no contexto cultural, valores e, além disso, dependem de seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. Se pararmos para pensar no cognitivo e emocional é algo bastante complexo, porque dentro disso temos funções emocionais, sensações de bem-estar e se formos olhar no status de saúde e fitness, que está mais relacionado ao Agita São Paulo, devido a pratica de atividades físicas, nós temos a saúde, a parte física, a função sexual, a energia e vitalidade. Mas, além disso, temos a função social, porque ninguém vive sozinho, então social é recreacional, sem esquecer do status econômico que nos trará satisfação com a vida. Então falar de qualidade de vida não é tão simples assim;

3) Profa. Rosangela passou a falar que a nossa grande hipótese dessa qualidade de vida acontecer por meio da atividade física é evitar o sedentarismo, ou seja, essa hipótese gera em cima do estilo de vida. Algo bem importante é: ‘Porque será que a atividade física pode ser considerada promoção de saúde?’. É interessante levar em consideração que temos fatores de risco relacionados em risco de morte. Na maioria das vezes, nós verificamos um infarto, derrame cerebral e o câncer como alguns fatores próximos a mortalidade. Relatou por meio de gráficos que o índice no atendimento no serviço à assistência médica é muito baixa, girando em torno de 7%. A biologia não é também tão proporcional e está em torno de 21%. Se formos analisar nosso ambiente, também não é algo expressivo, pois como falei anteriormente, o estilo de vida é algo que nós modificamos e não algo que em algumas situações é imposto, mas nós modificamos e ele é a maior parcela de toda essa situação. Então temos que tomar cuidado, porque nós mudamos o nosso estilo de vida e mudando estilo de vida podemos então modificar a nossa saúde e as possíveis prevalências de risco de morte. Se formos verificar os fatores de risco no município de São Paulo, costumamos dizer que o alcoolismo mata, a obesidade mata, hipertensão, tabagismo, dentre outros também matam. Porém, temos aí um vilão enorme que é o sedentarismo. Cerca de 70% dos fatores de risco estão envolvidos no sedentarismo. Só que o grande problema na maioria das vezes é que a pessoa não tem somente o sedentarismo, na verdade esse sedentarismo é acompanhado de um tabagismo, um alcoolismo, então é uma somatória de diversos fatores de risco, por isso que os indivíduos vêm a ter problemas de saúde. Algo bem interessante é que se pegarmos o grande mal, que é o caso da doença cardiovascular, e verificar o individuo sedentário, verificamos no gráfico 100% de chance desse individuo ter uma morte por doença cardiovascular. No entanto, se pegarmos um individuo que se torna pouco ativo, ele tem uma diminuição de 66% de chances de desenvolver uma doença cardiovascular. Afirma que deixar de ficar parado e começar a fazer alguma coisa, já nos traz bastante benefícios;

4) Profa. Rosangela frisou que no mundo, e especificamente no Brasil, são constatados 300 mil óbitos por ano decorrentes de doença cardiovascular, 820 óbitos dia, 34 óbitos por hora e 1 óbito a cada dois minutos. ‘Então, quantas pessoas já não foram vítimas de doença cardiovascular?’. Há muito tempo falava-se em esporte – saúde, esporte é saúde? Em alguns casos sim e em outros não. O que é interessante verificar, se esporte competitivo fosse saúde, não teríamos os “Ronaldinhos”, “Gugas” da vida, todos machucados e parando de realizar suas atividades. Se falarmos em aptidão física – saúde, ela é saúde para aquele que tenha a prática em atividades, academia e que tenha certa coordenação que requer aptidão. Quando falado em atividade física, como dito no início, ela é saúde sim, pois envolve o indivíduo de uma forma geral, não necessariamente priorizando a habilidade específica que esse indivíduo consegue desenvolver em suas atividades. Se levarmos em conta as atividades de leve a moderada, tendo em consideração a vida ativa, podemos observar no gráfico que os benefícios estão bem altos, enquanto os riscos estão bem baixos. Destacou que a prática de atividades físicas, nos traz benefícios fisiológicos como, por exemplo, a diminuição da pressão arterial. O hipertenso deve fazer atividade física, mas é lógico que deve levar em consideração diversas particularidades médicas. O interessante da atividade física para o controle fisiológico seria o controle do peso corporal. Então, as mulheres fazem atividades físicas para diminuição de peso, mas não se torna só estético, e sim, saúde. Melhoria da mobilidade articular, melhoria do perfil de lipídios, a resistência a insulina, ou seja, os diabéticos precisam sim fazer atividade física, melhoria da resistência física e mais voltado um pouco, hoje em dia para as mulheres e os homens também, a melhoria da força muscular e da densidade mineral óssea que atinge na maioria das vezes 90% as mulheres;

5) Profa. Rosangela enfatizou que quando falamos de benefícios fisiológicos, a prática de atividade física nos promove diversas liberações hormonais, as quais nos auxiliam no aumento da auto estima, na redução de depressão, autonomia deste indivíduo, entre outros. Para a mulher, esses benefícios fisiológicos lhes trazem uma qualidade no aleitamento materno, diminuição do peso da adiposidade corporal e, além disso, a diminuição da possibilidade de vir a desenvolver câncer de mama ou de útero, entre outras. Passou a falar da recomendação dada à prática de atividade física. Explicou a forma de como é feita a atividade. O que é interessante no Agita São Paulo é o modelo passo a passo, ou seja, se um indivíduo é sedentário, a busca é que ele se torne pouco ativo; se pouco ativo, que ele se torne regularmente ativo; se regularmente ativo, que se torne muito ativo. O que se deve levar em consideração é tomar cuidado para que não falte estímulo para este indivíduo muito ativo, o qual chamamos de estímulo débil, que é o indivíduo que diz que está tudo igual, que está muito bom e se torna sedentário novamente. Uma das dicas que o programa oferece é que o indivíduo muito ativo ou o regularmente ativo comece a adotar o indivíduo sedentário, pois ao adotar o sedentário, ele irá passar toda a experiência e se auto ajudará a não parar de fazer as suas atividades. Destacou diversos tipos de atividades que irão possibilitar o indivíduo a manter-se ativo. Apresentou algumas imagens, as quais destacavam formas de sedentarismo explícito;

6) Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine (Coordenador de Ensino a Distância de Telemedicina da FCMSCSP) tomou a palavra e fez a seguinte pergunta: “O Agita São Paulo tenta estimular a população a realizar atividades físicas. O que ele pode colocar como facilitador de atividade física? Uma das coisas que enfrentamos no dia a dia é dificuldade de local, tempo e orientação para atividade física. Geralmente é difícil começar sozinho e as outras complementações são outras ações a mais, como orientação nutricional, cardiológica. Como você pode colocá-la, para que tenha facilitadores para isso? No caso de nós profissionais de saúde, e nós somos o maior exemplo, é mais fácil orientar do que fazer, daí então nós mesmos no hospital acabamos não tendo horário, local e orientação”. Profa. Rosangela respondeu: “Quando se fala em local, as pessoas acabam falando que não tem como fazer atividade física porque não tem lugar para fazer! Durante a apresentação foi colocada a possibilidade da própria estrutura do local. Há pessoas que preferem o elevador e a escada rolante. Então poderíamos fazer do nosso próprio local de trabalho, utilizar dessas barreiras arquitetônicas, para fazer essas atividades. No entanto quando se fala em horário, realmente é algo bastante complicado, mas não é um complicador. Como foi colocado temos a possibilidade de fazer o acumulado e não somente contínuo. Quando você me pergunta a respeito de uma ação não-governamental, sei que nós temos aí grupos em Barretos, Marília, Piracicaba, nós temos o acesso às Diretorias Regionais de Saúde (DRS) e eles têm feito trabalhos bem interessantes, estão buscando o formato que o Agita São Paulo tem trabalhado. Você muito bem colocou que o profissional acaba orientando e acaba não conseguindo desenvolver a páatica de atividade física para si próprio. Então, orientar para nós é algo teoricamente mais simples e essa prática vai variar de indivíduo para individuo. Algumas empresas têm as famosas aulas de ginástica laboral e muitos colaboradores não aderem a isso. Temos sim que continuar criando oportunidades para os indivíduos procurarem desenvolver atividades, mas a conscientização naquilo que comentamos durante a apresentação no modelo passo a passo, da pessoa ter a informação e querer fazer, é que vai nos levar a uma situação pró-ativa. Essa é a mudança de comportamento que levará certo tempo ainda, levando em conta que o Agita São Paulo tem 13 anos e só conseguimos obter resultados favoravéis nos últimos dois anos”. Dr. Eduardo Sadao tomou a palavra e passou às entidades participantes, as quais fizeram seus comentários, questionamentos e debateram sobre o tema, tendo obtido respostas muito pertinentes da Profa. Rosangela Villa Morins. O debate pode ser acompanhado no vídeo do evento que se encontra na página do projeto EDUCASUS www.educasus.com.br. Dr. Sadao agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a sessão.

Entidades participantes:

SANTA CASA DE MIS. DE ITAPEVA; IRM. DA SANTA CASA DE MIS. DE LORENA; IRM. DA SANTA CASA DE MIS. DE MARÍLIA; IRM. DA SANTA CASA DE MIS. DE PIRACICABA; IRM. DA SANTA CASA DE MIS. DE SOROCABA – não linkado; IRM. DA SANTA CASA DE MIS. DE VOTUPORANGA; FEHOSP; HOSPITAL SÄO LUIZ GONZAGA – não linkado; HOSPITAL GERAL DE GUARULHOS – não linkado; SANTA CASA DE MIS. DE RIBEIRÃO PRETO; SANTA CASA DE MIS. DE BARRETOS; FUNDAÇÃO AMARAL CARVALHO/JAÚ; SANTA CASA DE MIS. DE OURINHOS – não linkado; SANTA CASA DE MIS. DE FRANCA; SANTA CASA DE MIS. DE SANTOS; CASA DE SAÚDE SANTA MARCELINA; SANTA CASA DE VOTUPORANGA – AME SANTA FÉ DO SUL; SANTA CASA DE VOTUPORANGA – AME JALES – não linkado; FUNDAÇÃO PADRE ALBINO – não linkado; SANTA CASA DE MOGI MIRIM; SANTA CASA DE RIO CLARO – não linkado; HOSPITAL PRÓ-VISÃO; SANTA CASA DE MOCOCA; SANTA CASA DE SANTO AMARO; HOSPITAL GERAL DE CARAPICUÍBA; SANTA CASA DE BURITAMA– não linkado.

Participantes:

Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine (Coordenador de Ensino a Distância de Telemedicina da FCMSCSP).

Sem apresentação de powerpoint.